terça-feira, 30 de agosto de 2011

Salada Sumer





Bom, muito tempo sem postar, muito, mas cá estou.


Dedicando-me um pouco mais à Literatura, esvaí-me um pouco da culinária. Atualmente residência nova, novos ares, espero que buenos ares, uma nova perspectiva também, e para (re)começar, uma boa e velha saladinha para tempos cearenses: sol, verão, luz, calor....


Ingredientes para 4 pessoas:

1/4 de cebola roxa
1 cenoura ralada
1/2 abacate
6 colheres de sopa de croutons
6 bolas de muzarela bébé
6 folhas grandes de alface
6 tomatinhos cereja
1/2 pimentão verde picado
1/2 pimentão vermelho picado
1/2 cebola pequena
4 colheres de sopa de azeite
2 colheres de sopa de vinagre
sal e pimenta como preferir.

Preparo:

Lave bem todos os legumes. Disponha as folhas de alface lavadas e escorridas numa saladeira larga e junte depois a cenoura ralada, os tomatinhos cortados ao meio, o abacate em cubinhos, a couve roxa cortada fininha, a cebola cortada em meia-lua, os pimentões em tirinhas finas e, finalize com os croutons e com os queijinhos cortados ao meio. Faça o molho juntando azeite e o vinagre, um pouco de sal e pimenta. Misture bem e regue a salada mesmo antes de servi-la.


Bom apetite!


Amavisse
Hilda Hilst

Como se te perdesse, assim te quero.

Como se não te visse (favas douradas

Sob um amarelo) assim te apreendo brusco

Inamovível, e te respiro inteiro



Um arco-íris de ar em águas profundas.



Como se tudo o mais me permitisses,

A mim me fotografo nuns portões de ferro

Ocres, altos, e eu mesma diluída e mínima

No dissoluto de toda despedida.



Como se te perdesse nos trens, nas estações

Ou contornando um círculo de águas

Removente ave, assim te somo a mim:

De redes e de anseios inundada.

(II)



* * *

Descansa.

O Homem já se fez

O escuro cego raivoso animal

Que pretendias.

(Via Vazia - VIII)


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